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O canibalismo entre as tribos indígenas do litoral brasileiro era algo comum. Em suas guerras, além do território, os inimigos eram caçados para serem servidos em banquetes antropofágicos. Esse costume impressionou os europeus que chegaram aqui no século XVI. A vítima, capturada no campo de batalha, pertencia ao primeiro que a tivesse tocado. Era insultada por mulheres e crianças ao chegar à aldeia do inimigo e deveria gritar “eu, vossa comida, cheguei”. Depois, era bem tratada até o dia da cerimônia. Fugir não estava entre os planos do prisioneiro, era uma vergonha impensável, por isso podia andar livremente, usando uma corda no pescoço que indicava a data da execução.

Um dia antes da morte, a vítima era banhada e depilada, tinha o corpo pintado de preto, banhado em mel e coberto de plumas e cascas de ovo. Todos começavam a beber o cauim – fermentado de mandioca – e no dia seguinte, o carrasco surgia dançando e revirando os olhos. Para o prisioneiro, o momento era de glória, já que o estomago inimigo era a sepultura ideal. Depois de um golpe na nuca, anciãs recolhiam os miolos e o sangue que deveria ser tomado ainda quente. Depois, a vítima era assada, escaldada e esquartejada. As crianças eram convidadas a comer o intestino, enquanto aos jovens eram destinados a língua e os miolos. As mulheres ficavam com os órgãos sexuais e os homens comiam a pele do crânio. As mães amamentavam os bebês com sangue. O crânio era fincado em estaca em frente a casa do vencedor, os dentes viravam colar e as tíbias transformavam-se em flautas e apitos.

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